“A ferrovia deixou de ser apenas um modo de transporte”

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  • Portugal Railway Summit 2026
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A declaração é de Miguel Cruz, presidente da Infraestruturas de Portugal, na sessão de abertura do Portugal Railway Summit 2026, no Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento.

A Infraestruturas de Portugal (IP) participou hoje na sessão de abertura do Portugal Railway Summit 2026, um dos principais encontros nacionais dedicados ao setor ferroviário, que reúne representantes institucionais, operadores, indústria e especialistas nacionais e internacionais para debater os desafios e o futuro da ferrovia.

Na intervenção subordinada ao tema “Uma nova era para a ferrovia”, o presidente da IP, Miguel Cruz, abordou o papel estratégico da ferrovia no contexto europeu e os principais desafios associados ao futuro da mobilidade, defendendo uma abordagem integrada entre sustentabilidade, inovação, digitalização, resiliência e visão estratégica.

“A ferrovia deixou de ser apenas um modo de transporte. Hoje é um instrumento de política climática, um fator de competitividade económica e um elemento central da coesão territorial.” Ao longo da intervenção, Miguel Cruz abordou igualmente os impactos da transformação digital e tecnológica no setor ferroviário.

“A nova ferrovia exige inteligência sistémica: capacidade de adaptação, integração energética, digitalização, resiliência climática, cibersegurança e visão estratégica. O futuro da ferrovia não depende apenas de mais infraestrutura. Depende da capacidade de integrar tecnologia, energia, resiliência e visão estratégica num único sistema”, explicou.

A dimensão humana e os desafios associados aos recursos humanos foram também apontados como fatores críticos para o futuro do setor. Para o responsável, “o desafio da ferrovia do futuro não é apenas tecnológico, é também social.” E acrescentou: “A requalificação, captação e retenção de talento serão decisivas para responder aos desafios futuros do setor ferroviário.”

Miguel Cruz abordou ainda a necessidade de adaptação das infraestruturas ferroviárias a fenómenos meteorológicos cada vez mais extremos. “Já não basta construir para operar. É preciso construir e gerir infraestruturas capazes de resistir a eventos climáticos cada vez mais extremos.”

Projetos estratégicos para o futuro da ferrovia

O Vice-presidente da IP, Carlos Fernandes, participa amanhã, dia 21 de maio, no painel “Railways in Portugal”, dedicado aos principais projetos ferroviários estratégicos em desenvolvimento no país, nomeadamente a Alta Velocidade, a terceira travessia do Tejo e as ligações ferroviárias internacionais.

A participação da IP no Portugal Railway Summit reforça o posicionamento da empresa nos principais debates sobre o futuro da mobilidade ferroviária e o desenvolvimento dos projetos estratégicos para o setor.

Conheça todos os detalhes sobre o evento em Portugal Railway Summit.